
30/07/2015
O tubarão bico-fino, de 1,8 metro, saiu da água se debatendo. Rapidamente, Fabián Pina Amargós e sua tripulação o puxaram para o barco.
A equipe começou a trabalhar, imobilizando a boca e a cauda do animal, despejando água sobre ele para permitir que continuasse respirando e inserindo uma pequena etiqueta plástica amarela em um buraco perfurado em sua barbatana dorsal. Depois, a equipe o lançou de volta ao oceano.
Biólogo marinho e diretor do Centro de Investigaciones de Ecosistemas Costeros de Cuba (Ciec), Pina dedicou grande parte de sua carreira a pesquisar peixes e outras formas de vida marinha no arquipélago de Jardines de la Reina, a 80 quilômetros da costa sul de Cuba, região conhecida como as Galápagos do Caribe.
Pina fez sua primeira pesquisa oceânica em Jardines de la Reina depois que o governo cubano estabeleceu uma reserva marinha de 950 km2 na área, em 1996, restringindo o turismo e proibindo a pesca, exceto a de lagostas, parte importante da economia cubana. Mais tarde, as pesquisas do Ciec impulsionaram a criação, em 2010, de uma área de proteção de 2.150 km2 que incluía a reserva de 1996.
Pina tem uma longa lista de questões com as quais gostaria de trabalhar. Por exemplo, ele está ansioso para aprender mais sobre a biologia, o padrão de deslocamento e os hábitos dos tubarões e das garoupas-gigantes, grandes e importantes predadores para os recifes de coral. Além disso, ele espera um dia compreender por que os recifes de Jardines de la Reina resistiram enquanto outros do planeta sucumbiram à pesca excessiva, à poluição, ao desenvolvimento costeiro e aos efeitos da mudança no clima.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
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