
30/07/2015
Em um dos romances juvenis mais populares do país, o reator nuclear nos arredores dessa cidade da Baviera derrete, liberando uma nuvem radioativa que ameaça a Alemanha e afasta uma garota de 14 anos de sua família e de seu futuro.
Em junho, a usina nuclear de Grafenrheinfeld, responsável por garantir a produção de energia necessária para abastecer a indústria da Baviera desde 1981, chegou a um fim muito menos dramático, mas igualmente simbólico. A usina foi o primeiro reator ativo a ser desligado desde 2011, quando a chanceler Angela Merkel prometeu desligar as usinas nucleares após o desastre da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão.
O desligamento de Grafenrheinfeld foi um passo importante para a Alemanha em sua meta para adotar um sistema livre de energia nuclear até 2022, mas que só foi possível por conta da determinação nacional em cortar 40% das emissões de gases do efeito estufa em relação aos níveis de 1990 até 2020. A usina pôde ser fechada porque foi substituída por fontes de energia alternativa, como a solar e a eólica.
Contudo, embora a Alemanha tenha dado grandes passos em sua política de transformação energética, suas aspirações estão sendo colocadas à prova por novos desafios políticos, tecnológicos e econômicos, agora que o país passa para a próxima fase da iniciativa.
A maneira como a Alemanha vai lidar com esses obstáculos irá determinar se o país se tornará o modelo econômico da redução ou mesmo da eliminação das emissões de carbono.
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