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Após um ano fechado, Jardim Sensorial é reaberto e reúne 64 espécies

15/08/2015

Para aguçar ainda mais os sentidos. É com essa intenção que, após um ano fechado por falta de patrocínio, o Jardim Sensorial, no Jardim Botânico, voltou a funcionar. O espaço, que reúne 64 espécies de plantas, é uma parceria do Instituto Masan, especializado em ações socioambientais, com o Jardim Botânico. Dez monitores de comunidades cariocas, sendo quatro cegos, ajudam os frequentadores a trabalhar seus sentidos.
O lugar oferece um conjunto de plantas com diferentes texturas e aromas. Orquídeas, pés de manjericão, alecrim, sálvia e menta, entre outras espécies, podem ser tocados e, em alguns casos, até mesmo provados pelos visitantes. Um chafariz no centro do jardim trabalha a audição. Para intensificar as sensações, os visitantes são vendados pelos monitores.
Adriana Pinto, presidente do Instituto Masan, destaca que o projeto combina inclusão social com educação para o meio ambiente. Todo revitalizado, o espaço, lembra ela, se destina a capacitar pessoas com deficiência visual, que ainda ganham um emprego.
— Essa parceria com o Jardim Botânico, um espaço tão importante para a cidade, é uma honra. Poder participar de um projeto tão interessante é muito gratificante para nós, do instituto — destaca Adriana, acrescentando que o Masan atualmente tem dez programas e já beneficiou cerca de três mil pessoas desde 2009 com a realização de cursos e palestras.
Passeando pela cidade, Maria da Luz, de 70 anos, que veio de Natal, no Rio Grande do Norte, ficou impressionada com o jardim. Ela levou as amigas Elizama Garcia, de 54 anos, e Maria Amélia, de 75, que nunca estiveram no Rio, para conhecer o espaço.
— É espetacular. Pessoas cegas nos orientam e mostram a importância de trabalhar os nossos sentidos — diz Maria, que já veio ao Rio seis vezes e ficou encantada com a planta cinerária, cuja folhagem é cinza-esbranquiçada e tem textura aveludada.
Morador de São Paulo, o ator Matheus Franco, de 20 anos, sempre que está no Rio visita o Jardim Botânico. Desta vez, ele levou dois suíços para conhecer o lugar.
— Não sabia que existia este Jardim Sensorial aqui. Os monitores mostram coisas que no nosso cotidiano não enxergamos. Eu mesmo nunca parei para observar a textura de uma planta. É realmente uma experiência diferente — disse o jovem.

Saiba mais em O Globo

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