
15/08/2015
Um dia após o início da contagem regressiva de um ano para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, o G1 mostra nesta quinta-feira (6) a triste situação de praias à beira da Baía de Guanabara, que receberão turistas e atletas durante os Jogos.
Em visita às orlas de Flamengo e Botafogo, cartões-postais na Zona Sul da capital, e de Niterói, na Região Metropolitana, foram encontrados ratos, urubus, pneus e muito lixo (veja no vídeo acima e nas imagens abaixo).
No dia 30 de julho, a Associated Press divulgou um estudo dizendo que os atletas que competirem nessas águas têm 99% de chance de contraírem algum tipo de doença. Já na segunda-feira (3), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, admitiu que errou na previsão para a despoluição da baía, mas afirmou que em 2030 o processo terá terminado.
A bióloga e ex-atleta olímpica Cristina Bassani afirmou que o processo de recuperação anunciado pelo governador é uma boa saída, mas ela não tem certeza se até o prazo estipulado será possível.
“A gente estima o problema solucionado ao longo de muitos anos. O povo e a população não querem ouvir que só em 2030 seríamos capazes de ver a baía despoluída, mas eu não sei nem se em 2030 a gente vai conseguir”, afirmou Cristina, que é doutora em geografia física.
Perguntada sobre o risco de contaminação dos atletas, ela afirmou que é possível que algum deles contraia algum tipo de doença.
“Muita coisa pode acontecer: problemas de pele, diarreias provocadas por algas, até mesmo cianobactérias que são pequenas e muita gente não vê. A gente tem uma variedade de organismos que pode trazer problemas para a saúde. Não existe apenas o vírus. Eu, como atleta, espero que esse quadro mude”, disse a ex-nadadora, que participou das Olimpíadas de Munique e Montreal.
A matéria completa pode ser lida no G1
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