
12/11/2015
O Ministério da Saúde lançou, na terça-feira dia 10, um Plano de Eliminação de Malária no país, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a organização internacional Roll Back Malaria Partnership. Segundo o Ministério, esforços nesse sentido contribuíram para uma redução, entre 2004 a 2014, de mais de 60% das mortes causadas por malária no país. Houve também redução de 83% dos casos da doença em municípios de extrema pobreza, neste mesmo período. Mas a intenção, com o Plano, é alcançar o fim da malária até 2030.
A ênfase da medida é a malária do tipo Plasmodium falciparum, o mais perigoso parasita que transmite a doença. O documento define estratégias para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social. O plano foi aprovado pela Assembleia Mundial da Saúde em maio deste ano e é fruto de uma consulta a peritos em todo o mundo, especialmente das regiões mais afetadas. O objetivo é fornecer orientação técnica e um quadro de ação e de investimentos para, em 15 anos, conseguir reduzir a incidência de casos e as mortes em 90% — em comparação com 2015. Outros 35 países projetam o mesmo cenário.
— Investir para alcançar as novas metas de malária para 2030, no mundo, evitará quase 3 bilhões de casos de malária e salvará mais de 10 milhões vidas. Se formos capazes de alcançar estes objetivos, o mundo poderá gerar 4 trilhões de dólares em produção econômica adicional em todo o período 2016-2030 — disse Fatoumata Nafo-Traoré, diretora executiva da Roll Back Malaria Partnership, instituição que congrega mais de 500 parceiros, como ONGs, empresas privadas e centros de ensino e pesquisa.
Só na América Latina, estima-se que 120 milhões de pessoas estão em risco de malária, grande parte delas centradas na bacia amazônica. No Brasil, a Amazônia abriga aproximadamente 99% da incidência da malária do país.
Embora completamente evitável e tratável, a OMS estima que haverá 214 milhões de casos de infecção por malária em todo o mundo em 2015, provocando a morte de aproximadamente 472 mil pessoas.
— Em 2014, foi registrado o menor número de casos no Brasil ao longo dos últimos 35 anos — comemorou Antônio Carlos Figueiredo Nardi, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. —Para alcançar a meta de eliminação da malária por Plasmodium falciparum, responsável pelos casos mais graves e mortes, devemos continuar a trabalhar em conjunto.
Fonte: O Globo
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