
26/11/2015
Um vídeo no qual se veem resíduos de concreto escorrendo sobre o manguezal até chegar à Lagoa da Tijuca, divulgado nas redes sociais, causou indignação entre habitantes das oito ilhas existentes no início da Barra, próximo ao Itanhangá. Eles acusam a central dosadora de concreto do Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB), responsável pela Linha 4 do Metrô, de fazer tais despejos constantemente na lagoa, que é cercada de mangue, vegetação protegida por lei, como Área de Preservação Permanente (APP). A revolta dos moradores resultou em denúncias ao Ministério Público federal (MPF) e à Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio, que receberam cópias da filmagem.
O vídeo foi feito por um morador de uma das ilhas e divulgado pelo biólogo Marcello Mello, que também vive no local, no dia 15 de outubro. Nele é possível ver uma água acinzentada escorrendo por debaixo dos tapumes nos fundos do terreno ocupado pela concreteira, até chegar à área de mangue e desembocar na lagoa.
O despejo, ocorrido dias antes, segundo moradores das ilhas, foi testemunhado por um deles.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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