
24/11/2015
Com a temperatura caindo em uma tarde de outubro, Sophia Leonora-Mendelsohn caminhou a passos largos para fora do saguão da JetBlue do Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, e passou a mão na parte de cima de uma grade, coberta de mudas de couve que começavam a desabrochar.
A primeira geada da temporada chegaria em alguns dias, se não horas. Ela estava preocupada. Toda a sua obra - 3.000 mudas de ervas e vegetais - teria de ser removida antes do frio extremo chegar. Como chefe de sustentabilidade da JetBlue, Sophia demorou três anos para conseguir ultrapassar a burocracia e conseguir que uma plantação pudesse ser instalada no exterior do aeroporto.
Agora, o último piso estava florescendo e ganhou uma cor que está se tornando cada vez mais comum nos aeroportos contemporâneos: o verde. O projeto da JetBlue no JFK - que tem 26 variedades de plantas, incluindo batatas, couve e orégano - é talvez o exemplo mais extremo de esforços dos aeroportos para mudar a sua imagem, mais associada a asfalto, ar comprimido, máquinas e emissões de gases nocivos.
Nos últimos anos, os aeroportos de Vancouver, no Canadá, em Mumbai, na Índia e em Birmingham, no Alabama, entre outros, têm erguido enormes paredes interiores "de vida", constituídas por plantas e vegetação.
Em Chicago, o Aeroporto O´Hare possui um jardim vertical no Terminal 3. O aeroporto de Changi, em Cingapura, oferece aos viajantes cansados jardins suspensos com girassol e uma casa de borboletas de dois andares.
- Vivemos em selvas de concreto. As pessoas querem acesso ao verde, acrescenta Sophia.
David Robbins, administrador do Departamento de Chicago, afirmou em entrevista por telefone que a criação de projetos de vegetação no O´Hare começou como parte de um programa de modernização iniciado em 2001. O aeroporto tem agora sua própria parede viva de 12 telhados verdes.
"O jardim oferece um lugar de calma," Robbins disse. "É um lugar de refúgio para as pessoas relaxarem e aproveitarem a vegetação. É um ambiente muito agradável".
A fazenda do Terminal 5 da JetBlue está aberta apenas para grupos de turismo e funcionários da companhia aérea. O chefe no Bar Veloce, no mesmo terminal, pode escolher legumes frescos para seu restaurante, mas por enquanto a JetBlue não está servindo qualquer de suas colheitas para os passageiros. Em vez disso, o produto é transportado para fora, em caminhões, e distribuído para bancos de alimentos no Queens e no Brooklyn.
Fonte: O Globo
Nível historicamente baixo do Danúbio revela destroços de navios da 2ª Guerra Mundial
18/08/2026
Borboletas mudam de habitat em 105 países por causa da mudança climática
18/08/2026
ANTES E DEPOIS: imagens de satélite mostram efeitos da seca extrema na Europa
18/08/2026
COP17 da Desertificação chega à Mongólia
18/08/2026
Como a Austrália, conhecida por sua fauna exuberante, tornou-se o epicentro das extinções no planeta
18/08/2026
´Ao me ver, chore´: A história por trás das ´pedras da fome´ da Europa
18/08/2026
