
24/11/2015
Tão particular e precioso, mas sem a devida atenção. Esse é o Parque Nacional da Tijuca (PNT), um dos destinos preferidos de cariocas e turistas que visitam o Rio. Numa ronda pelas estradas, trilhas e cachoeiras da unidade de conservação, a equipe do GLOBO-Zona Sul verificou problemas básicos como falta de limpeza e atalhos clandestinos nas trilhas; troncos e detritos nos cursos d’água; placas de informação pichadas e desgastadas; e aparelhos de ginástica antigos, precisando de reparos. Mas há ainda uma outra questão que salta aos olhos de quem frequenta o local e que pode estar comprometendo o esforço para a manutenção da área: o pequeno efetivo de monitores ambientais, responsáveis por conscientizar os visitantes e fazer o trabalho de conservação.
Segundo o próprio parque, existem apenas 30 funcionários terceirizados, nenhum do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio), para fiscalizar 200 quilômetros de trilhas e quase quatro mil hectares de floresta. Chefe do PNT há três anos, Ernesto Viveiros de Castro concorda que o número é muito baixo.
— Essa é uma carência não só aqui, mas em todos os parques nacionais do Brasil — diz.
Ele lembra que do ano passado para cá o efetivo aumentou de 12 para os atuais 30 fiscais, mas não soube precisar, ao certo, o número ideal de monitores que o parque precisa.
A tradicional falta de verba e de recursos fez o parque inovar com a criação, há dez anos, de um mutirão de voluntários.
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