
26/11/2015
Importante ecossistema do Estado do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara há anos pede socorro. Agora, pesquisadores do Laboratório de Hidrobiologia da UFRJ estão de pires nas mãos para manter o monitoramento de suas águas, como fazem há 19 anos. Com financiamentos aprovados, mas sem dinheiro para tocar projetos por conta da crise financeira no governo federal, surgiu a ideia de criar uma campanha, a popular “vaquinha” — anunciada pelas redes sociais — para não interromper as inspeções e análises da qualidade da água. Segundo o coordenador do laboratório, o professor Rodolfo Paranhos, a meta é arrecadar R$ 90 mil para garantir a pesquisa até o fim de 2016 e, se possível, além de mais R$ 40 mil para o monitoramento de indicadores de doenças, o que nunca foi feito, apesar dos mais de 20 pedidos de financiamento, só este ano, às agências de fomento federal.
Em julho deste ano, uma análise da qualidade da água encomendada pela AP encontrou níveis considerados perigosamente altos de vírus e bactérias de esgoto humano na baía. O resultado chegou a preocupar organizadores das Olimpíadas e atletas que treinavam no Rio, na época.
O coordenador do Laboratório de Hidrobiologia da UFRJ é crítico com relação à pesquisa divulgada pela AP.
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