
26/11/2015
Diversas medidas bem-sucedidas contra o aquecimento global já são aplicadas mundo afora. E é possível exportá-las para outras regiões que sofrem com os mesmos problemas. Esta bandeira foi hasteada por 12 instituições internacionais, que listaram 17 projetos que visam ao combate das mudanças climáticas. Com o intercâmbio de programas, as emissões globais de gases-estufa serão reduzidas em até 25%, o equivalente a mais do que todos os poluentes liberados por EUA e União Europeia.
Capitaneado pela Agência Finlandesa de Inovação (Sitra), o projeto Green to Scale avaliou soluções de baixo carbono já comprovadas e eficazes para atenuar a crise climática mundial. Até 2030, ano adotado como limite para o levantamento, seria viável conter sem invenções o aquecimento do planeta a menos de 2 graus Celsius. A equipe internacional de cientistas estima que as emissões anuais de gases-estufa podem ser reduzidas em cerca de 12 gigatoneladas — um corte três vezes maior do que as metas entregues pelos governos à ONU semanas antes da Conferência do Clima de Paris (COP-21).
Entre as soluções mais eficientes citadas pela equipe estão a expansão da energia solar na Alemanha, a redução do desmatamento brasileiro, os fogões de cozinha aperfeiçoados na China, o reflorestamento costarriquenho e a difusão da energia eólica na Dinamarca e no Brasil. O custo anual para implementar as 17 iniciativas atingirá, no máximo, US$ 94 bilhões, um valor menor do que o financiamento prometido pelos países desenvolvidos aos mais pobres.
A Sitra também destacou as soluções mais econômicas, cujo custo anual é de, no máximo, US$ 6,1 bilhões — na China, o uso de aquecimento solar para água; nos EUA, os motores elétricos industriais e a redução de metano na produção de combustíveis fósseis.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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