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Para Brasil, países ricos têm de contribuir mais para evitar aquecimento global

01/12/2015

O Brasil e outros países emergentes querem que as nações desenvolvidas estendam para depois de 2020 o compromisso de aplicarem US$ 100 bilhões por ano no financiamento de meios de implementação para o cumprimento das metas de redução das emissões de carbono no planeta. Para os negociadores brasileiros, esse ponto é fundamental na elaboração de um acordo que deverá ser fechado em Paris, durante a COP 21, no período de 29 de novembro a 11 de dezembro, cujo objetivo principal é evitar que a temperatura do planeta aumente acima de 2 graus Celsius.
O acordo que será discutido por representantes de 140 países entrará em vigor em 2020. No caso brasileiro, a partir de então, haverá uma meta de reduzir em 37% as emissões de gases causadores do efeito estufa entre 2005 e 2025 e em 43% até 2030.
— O regime que se espera sair de Paris deve ter os meios de implementação suficientes ou condizentes com os desafios da mudança do clima. É importante que haja, do nosso ponto de vista e de vários outros países, previsão financeira robusta. Não aceitaremos um acordo minimalista — disse o embaixador José Antonio Marcondes, negociador-chefe do Brasil.
— É preciso um entendimento sobre a questão de transferência de tecnologia e a necessária e indispensável capacitação dos países em desenvolvimento para cumprir seus compromissos — acrescentou.
A COP21 será aberta no próximo domingo e, na segunda-feira, haverá uma reunião de chefes de Estado, da qual participará a presidente Dilma Rousseff. Encontros bilaterais entre a presidente e outros líderes ainda estão sendo avaliados.
Segundo Carvalho, a expectativa do governo brasileiro é que o acordo seja marcado pela ambição. Seria uma resposta multilateral ao aquecimento global.
Uma característica importante do tratado a ser negociado na COP 21 é que, dentro de cinco anos, os países em desenvolvimento não irão mais contribuir voluntariamente para conter o aquecimento global. Os compromissos serão obrigatórios.
Perguntado se a tragédia de Mariana (MG) não afetaria a credibilidade do Brasil em uma convenção ambiental, o embaixador respondeu que se tratam de duas coisas diferentes.
— Não vamos confundir as situações. O trágico acidente de Mariana não tem impacto climático. Foi um acidente ambiental de grandes proporções, mas não tem a ver com o clima. Quanto à credibilidade — disse.

Fonte: aqui

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