
08/12/2015
A Fiocruz soltará, em janeiro, mosquitos Aedes aegypti modificados com uma bactéria que impede a transmissão do vírus da dengue em uma cidade de até 400 mil habitantes, provavelmente dentro do Estado do Rio. A informação é do vice-presidente da Fiocruz, Rodrigo Stabeli. Segundo ele, esta operação, discutida em recente reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, terá os detalhes definidos no próximo dia 18. Por enquanto, ainda não se escolheu o município e não se sabe se serão espalhadas larvas ou mosquitos adultos.
A ação faz parte do projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil”, no qual, desde 2009, pesquisadores inserem no Aedes uma bactéria chamada Wolbachia, com uso de uma agulha. Não há mudança genética. Ao portar essa bactéria, o mosquito não transmite o vírus da dengue às pessoas que ele pica. A esperança é que esse mesmo mecanismo também funcione para bloquear o vírus zika.
— Países como Austrália e Vietnã fizeram isso e tiveram bons resultados no controle da dengue e do chicungunha. A Indonésia teve resultados satisfatórios também para o zika. Os dados são preliminares e não foram publicados ainda — conta Stabeli.
A Wolbachia está presente em mais de 60% dos insetos, como grilos, baratas e moscas. No entanto, aqueles que transmitem doenças infecciosas não possuem naturalmente essa bactéria.
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