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País registra 1.761 casos suspeitos de microcefalia em 2015

10/12/2015

O Brasil registrou 1.761 casos suspeitos de microcefalia em 2015, distribuídos por 422 cidades de 14 unidades da federação. O número, divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça, representa um aumento de 40% em relação ao total de notificações comunicado no último dia 30 de novembro, quando havia 1248 registros.
Há ainda 19 mortes de bebês com a malformação sob investigação que podem estar relacionadas ao vírus zika.
Um bebê com microcefalia nasce com o perímetro do crânio menor ou igual a 32cm. Em 90% dos casos, a malformação está relacionada a um retardo mental. No último dia 28 de novembro, o ministério confirmou a ligação da epidemia de microcefalia, que atinge estados do Nordeste, e o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e do chicungunha. Ou seja, a mulher que contrair o zika durante a gravidez pode gerar um filho com microcefalia.
O Ministério da Saúde não informou, porém, quantos casos confirmados de microcefalia há no país este ano. E nem quantos desses casos têm origem no zika. Mas todas as 1761 suspeitas se referem a recém-nascidos. Para se ter uma ideia da escalada de registros, em 2014, foram contabilizadas 147 notificações de casos suspeitos.
Pernambuco continua sendo o estado com maior número de suspeitas: 804. Em seguida vêm Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (3) e Distrito Federal (1). As mortes foram registradas no Rio Grande do Norte (7), Sergipe (4), Rio de Janeiro (2), Bahia (2), Maranhão (1), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1).
Segundo o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, não dá para dizer se, entre os casos novos, estão apenas aqueles registrados ao longo dos últimos dias, ou se há alguma notificação tardia. Maierovitch disse que o próximo boletim, com previsão de ser divulgado na terça-feira da semana que vem, também deverá trazer dados de fetos com suspeita de microcefalia.
Até o boletim anterior, eram considerados suspeitos os casos de bebês em que o perímetro da cabeça era inferior a 33 cm. O ministério alterou para 32 cm, alegando que o novo critério está de acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em nota, a pasta tinha informado que a medida inicial, de 33 cm, "teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação". Mas os casos já notificados não foram excluídos da conta. Segundo Maierovitch, não há ainda um balanço de casos confirmados e descartados, mas que isso deverá ser feito em breve.

Saiba mais em O Globo

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