
15/12/2015
Um acordo inédito assinado por 195 países neste sábado deve renovar as chances para se salvar o planeta. O entendimento não resolve todas as questões em aberto, e as metas voluntárias indicadas por cada uma das nações somadas não são suficientes para garantir que o aquecimento global fique bem abaixo de 2 graus Celsius, rumo ao 1,5 grau Celsius até o ano 2100, como indica o documento. Mas este é o primeiro passo nesta direção e mostra que as nações do mundo inteiro estão finalmente no mesmo barco — inclusive os Estados Unidos e a China, os maiores poluidores que, pela primeira vez, se comprometeram com ações concretas globais para a redução de emissões.
— Pela primeira vez, cada país do mundo se compromete a reduzir as emissões, fortalecer a resiliência e se unir em uma causa comum para combater a mudança climática. O que já foi impensável, se tornou um caminho sem volta — celebrou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
O futuro do planeta agora dependerá da velocidade dos investimentos em energia limpa e dos mecanismos de revisão criados neste acordo, em que os governos deverão renovar a audácia — tantas vezes exaltada durante a COP-21, na França — e ir mais além para cumprir a meta. De cinco em cinco anos eles terão esta incumbência. O texto atendeu às demandas essenciais brasileiras, segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e cria as bases para se ampliar a ambição no futuro.
— Estamos muito satisfeitos. Todos vieram nos cumprimentar pelo trabalho brasileiro. Isso foi um processo de cinco anos. O Brasil veio com o Código Florestal, um INDC (plano de ação voluntário) particularmente forte. É coisa de gente grande. Viemos com o melhor time da diplomacia. Falei com a presidente da República, que está radiante. Está na hora de tomar champanhe e caipirinha — afirmou Izabella, que chorou e se abraçou aos negociadores, lembrando inclusive os que não estiveram presentes em Paris.
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