
15/12/2015
O engenheiro francês Marc Collet, que coordenou a recuperação e despoluição do Rio Sena, realizou, nesta segunda-feira (14), um sobrevoo no Rio Doce, atingido pela lama de rejeitos da Samarco, cujos donos são a Vale e anglo-australiana BHP Billiton.
Ao jornal A Gazeta, o especialista disse que a recuperação do Rio Sena foi financiada pelos próprios poluidores. "Criamos uma taxa: quem polui mais, paga mais", explicou.
Marc Collet está no Espírito Santo para participar de um seminário que vai reunir especialistas e autoridades para fazer um balanço da situação da água no Brasil e no mundo nos últimos 10 anos.
O "Balanço da Década da Água" vai debater ações e conhecer soluções para os desafios provocados pela crise hídrica no Espírito Santo.
O evento acontece nesta terça-feira (15), no cerimonial Vitória Grand Hall, em Santa Luíza, atrás da Emescam, em Vitória. As inscrições já foram encerradas.
A barragem de Fundão se rompeu no dia 5 de novembro, derramando cerca de 35 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração. O desastre ambiental, considerado o maior do Brasil, destruiu casas, devastou o Rio Doce, atingiu o litoral do Espírito Santo e vitimou 19 pessoas, entre mortos e desaparecidos.
Na segunda-feira (7), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) informou que a extensão dos rejeitos no mar era de 57 km em direção ao Norte. Já ao Sul, a lama avançou 17,5 km. E mar adentro, 18 km. A área total de propagação dos rejeitos é de 230 km².
A notícia completa pode ser lida no G1
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