
01/03/2016
A planície ainda verde que cerca a Lagoa de Itaipu é alvo de duas investidas com propósitos precisamente opostos. De um lado, construtoras planeja erguer no local empreendimentos imobiliários; do outro, fala mais alto o interesse de ambientalistas e grupos de moradores em preservar a área e a vegetação de mangue. Este último grupo está representado em projetos de leis que preveem a anexação da área ao Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), em tramitação na Alerj, o que impediria construções no local. No meio da discussão está a prefeitura de Niterói, responsável por licenciar as obras.
A questão voltou à tona no início do ano, depois que, segundo o deputado estadual Carlos Minc, uma das construtoras apresentou pedido de licenciamento para erguer oito prédios às margens do Rio João Mendes, entre a lagoa e a Estrada Francisco da Cruz Nunes. O risco de ver concretada uma das últimas planícies intocadas da Região Oceânica provocou uma mobilização: na segunda-feira passada foi criado uma petição para pedir à Alerj a inclusão na pauta de votação do projeto de lei 278/2015, que protege o entorno da lagoa, de autoria de Minc. Até sexta-feira, o documento contava com 700 assinaturas. Para o biólogo marinho Luiz Allochio, a ocupação da área ameaçada teria forte impacto negativo:
— Além de ser uma área de preservação e guardar um ecossistema que só se encontra ali, o local é uma zona de extravasamento da lagoa. Quando chove, o espelho d’água se expande sobre essa área. Concretá-la agravaria os alagamentos que já ocorrem em Itaipu.
Leia a matéria completa em O Globo
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