
02/03/2016
Agências reguladoras de várias partes do mundo, incluindo a Anvisa, formaram uma espécie de força-tarefa, na última 3ªF, para agilizar a aprovação de remédios, testes e vacinas contra o vírus zika. A previsão é de que a troca de informações entre os órgãos possa diminuir o tempo de registro dos produtos, depois de formalizados os pedidos, de um ano para três meses.
A estimativa é de Jarbas Barbosa, presidente da Anvisa. Ele disse que foi criado o grupo, chamado de Coalizão Internacional de Autoridades Regulatórias em Medicina, para manter a troca de dados. Uma teleconferência já foi realizada nesta terça com 13 países, entre eles Estados Unidos, Índia, Coreia do Sul, França e Cingapura. Eles querem acompanhar os testes dos produtos desde o início do desenvolvimento.
- Se a agência de um país já acompanha desde o começo o desenvolvimento de um produto com resultados consistentes de segurança e eficácia, ela poderá autorizar mais rapidamente uma próxima fase - disse Barbosa, durante evento na Embaixada da França sobre zika. - E as agências vão trocando as informações.
No mesmo evento, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, comentou dados de uma pesquisa de opinião divulgada recentemente por um instituto. Ele disse que os brasileiros gostam de "culpar sempre o governo", mas que, no caso do zika, o levantamento mostrou o contrário.
- Para surpresa nossa, o povo brasileiro, habituado a culpar sempre o governo, disse que o maior culpado é a própria população - afirmou Castro, acrescentando essa foi a resposta de 74% dos entrevistados.
Fonte: O Globo
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