
12/05/2016
Um medicamento já usado no tratamento de doenças como a malária pode ser eficaz para proteger o cérebro de fetos contra a infecção pelo vírus da zika. Mas, como mostrou o Jornal Nacional, os pesquisadores alertam que antes de liberar o uso é preciso fazer testes em humanos.
A descoberta é uma das mais importantes na luta contra o vírus da zika e pode ser mais uma arma poderosa no combate à microcefalia e aos danos cerebrais causados pela doença, principalmente em fetos.
A equipe do instituto de Biologia e do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e do instituto D´Or , comprovou que o medicamento cloroquina pode evitar que o vírus da zika danifique as células nervosas em formação.
As células em estágio inicial foram produzidas em laboratório a partir de células tronco. Elas representam a formação do sistema nervoso nas primeiras semanas de gestação, quando o vírus da zika é mais destruidor.
Ilustrações feitas a partir de imagens registradas no instituto mostram o que acontece quando o vírus ataca. A primeira imagem é de uma célula saudável ganhando a forma de um neurônio. A segunda, mostra a mesma célula infectada pelo vírus da zika - ela diminuiu de tamanho e perdeu a forma. Nestas imagens coloridas, está o que os pesquisadores descobriram.
Os pontos verdes são os vírus em pleno ataque à célula. O tratamento com a cloroquina reduziu o número de células infectadas em 95% e impediu a alteração do formato. O medicamento já é usado contra a malária e doenças autoimunes, como o lúpus, e não tem contraindicação para grávidas.
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