
31/05/2016
O sistema de monitoramento da qualidade do ar no município do Rio está desligado. As nove estações localizadas em Pedra de Guaratiba, Campo Grande, Bangu, Irajá, São Cristóvão, Caju, Centro, Tijuca e Copacabana estão paradas porque, segundo Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a renovação contratual ainda não foi realizada.
Com a interrupção no funcionamento da rede, não é possível saber se existe risco de comprometimento à saúde humana. O especialista em Estudos de Poluição do Ar e professor da UFRJ, Luiz Maia, que participou do projeto de implantação deste sistema de monitoramento, as informações geradas servem, não só para informar à população, como também para trabalhar estratégias, além de colaborar com a comunidade científica.
— Com os dados, os técnicos conseguem avaliar o grau de comprometimento da população exposta, se existe risco de comprometimento à saúde. As informações não podem ser simplesmente divulgadas, ou arquivadas e inseridas num relatório. É preciso haver a transversalidade, ou seja, os dados devem ir para a Secretaria de Saúde que vai fazer uma avaliação se as pessoas de determinado local estão tendo maiores problemas respiratórios, por exemplo. Se problemas forem identificados no trânsito, a Secretaria de Transporte também deve ser envolvida — explicou Maia, que é chefe do departamento de meteorologia da UFRJ e coordenador do laboratório de estudos de poluição do ar.
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