
21/07/2016
Até mesmo quem trabalha diariamente com a árdua tarefa de retirar o lixo flutuante da Baía de Guanabara se espanta com a sujeira sem fim. Sobre a turva coloração do espelho d’água, encontra-se de tudo: roupas, embalagens, garrafas PET, pedaços de isopor e de madeira... Nesta terça-feira, durante os trabalhos de um dos 11 ecobarcos contratados para os Jogos, um ventilador e um capacete foram recolhidos das raias olímpicas da Escola Naval e do Aeroporto Santos Dumont. Perto dali, na travessia das barcas entre Rio e Niterói, na altura da Praça Quinze, uma geladeira também foi retirada.
A três semanas para o início das provas de vela, que serão realizadas entre os dias 8 e 18 de agosto, a apreensão entre os envolvidos na operação de limpeza da Baía só aumenta. Mas eles próprios reconhecem que as condições climáticas serão determinantes para o sucesso das competições.
— Na verdade, estamos aqui para não deixar o lixo chegar às raias olímpicas. Se ventar e não chover, vai ser um sucesso a Olimpíada. Mas se chover cinco dias antes da competição de vela e não ventar, aí não tem frota de barcos que resolva. Se tiver muito lixo, não haverá condições de ter competição — afirma um dos profissionais, que preferiu não se identificar.
Um ecobarco de frente para o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor tentava ontem dar uma “faxina” nesse ponto da Baía. Um funcionário da embarcação revelou que a dinâmica das marés dificulta os trabalhos:
— O mar não é igual ao chão de sua casa, onde você limpa e permanece limpo. No mar, a água se mexe e o lixo vai junto. Uma hora está aqui, outra hora está lá embaixo.
De acordo com a Secretaria estadual do Ambiente, a frota de ecobarcos recolheu cerca de 21 toneladas de resíduos sólidos no mês passado, uma média de 700kg por dia. Durante os Jogos, as embarcações vão operar três horas a mais: das 7h às 18h. Hoje, navegam das 8h às 16h, com uma hora de intervalo para o almoço.
Além do marinheiro e de um auxiliar, um agente de segurança ficará a bordo em cada um dos barcos. Até as 11h, será possível entrar nas raias olímpicas. Depois desse horário, só com autorização. A ideia é que, de manhã, seja feita a limpeza nos locais de prova e, à tarde, os trabalhos fiquem concentrados ao redor, impedindo que o lixo flutuante chegue ao locais de provas enquanto elas acontecem.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador
13/08/2026
Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS
13/08/2026
Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES
13/08/2026
Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos
13/08/2026
Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado
13/08/2026
Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas
13/08/2026
