
04/08/2016
Avança de forma lenta o Programa de Recuperação da Bacia de Jacarepaguá. Implantado pela prefeitura em 2011 (mas com diversas paralisações em cinco anos), tem como objetivo o controle de enchentes e a melhoria das condições ambientais dos rios. Do Itanhangá à Freguesia, o projeto prevê trabalhos de drenagem, desassoreamento, limpeza e canalização dos cursos d’água. A recuperação da bacia hidrográfica de Jacarepaguá — prevista no caderno de encargos para os Jogos Olímpicos —, no entanto, está longe de ser alcançada. Rios como Arroio Fundo, Tindiba, Cachoeira e Itanhangá, assim como o Canal do Anil, chamam a atenção pelo mau cheiro e pelo lixo exposto em suas margens.
Para o biólogo Mario Moscatelli, o problema é mais grave e atinge outros rios da região. Ele critica a omissão do poder público na limpeza dos cursos d’água, medida que seria um legado da Rio-2016.
— Nada do que foi prometido foi feito. Dos oito rios que chegam ao sistema lagunar, sete estão mortos, com oxigênio zero. O último que ainda vivia, o Cachoeira, começou a asfixiar. Muitos são grandes valões de esgoto — diz Moscatelli.
De acordo com o biólogo, a prefeitura não cumpriu a promessa de construir cinco Unidades de Tratamento de Rios (UTRs) em cursos d’água que desembocam na região do Parque Olímpico. Apenas a do Arroio Fundo saiu do papel.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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