
09/08/2016
Crianças que crescem em fazendas tradicionais de grupos religiosos amish nos Estados Unidos estão amplamente protegidas contra a asma, porque seus sistemas imunológicos são reforçados pelo contato próximo com os micróbios dos animais de fazenda, segundo um estudo publicado na quarta-feira na revista científica New England Journal of Medicine.
O estudo comparou duas comunidades religiosas semelhantes - os amish de Indiana e os huteritas de Dakota do Sul - que têm métodos diferentes de agricultura. Os amish vivem em fazendas leiteiras unifamiliares e usam cavalos para o trabalho no campo e o transporte. Os huteritas usam máquinas agrícolas industrializadas e modernas para trabalhar nas suas grandes fazendas comunais, o que os distancia um pouco da exposição diária aos animais.
Por outro lado, muitos aspectos dos dois grupos são semelhantes. Eles têm a mesma ascendência genética, de imigrantes da Europa Central, e seguem uma dieta de agricultura germânica tradicional. Eles também bebem leite cru, vacinam seus filhos, amamentam seus bebês e não permitem animais de estimação dentro de casa.
Mas suas taxas de incidência de asma são muito diferentes. Cerca de 5% das crianças amish em idade escolar têm asma - metade da média dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, as crianças huteritas tem uma prevalência de asma incomumente alta, de 21,3%, disse o estudo.
Esta reportagem pode ser lida em O Globo
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