
13/09/2016
Logo à entrada do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o visitante da 32ª Bienal de Artes de São Paulo, que abre hoje ao público, dá de cara com três conjuntos de esculturas de grandes dimensões: “Gordinhos”, “Bailarinas” e “Coqueiros”. Compostas de madeira calcinada, troncos, cipós e raízes, as peças são retrabalhadas por meio de talha, recorte, decomposição e pintura. As obras do nonagenário Frans Krajcberg são uma ode à exuberância da natureza e uma verdadeira carta de intenções pela defesa do meio ambiente. Nada mais adequado como cartão de visitas para esta edição da mostra de arte contemporânea, que tem como tema “Incerteza viva”, inspirado por desastres ambientais, fluxos migratórios e outras consequências desastrosas da ação predatória do homem no planeta.
Com curadoria do alemão Jochen Volz e cocuradoria de Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México), esta edição da Bienal reúne 340 obras de 81 artistas e coletivos, provenientes de 33 países. Com menos participantes do que em 2014, quando reuniu cem artistas de 34 países, a exposição exibe neste ano peças de grandes dimensões e muitas instalações, em detrimento de pinturas e esculturas. Segundo os curadores, cerca de 70% dos trabalhos foram comissionados, o que favorece a coesão em torno do tema e das questões propostas.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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