
13/09/2016
O Brasil se tornou mais um país a ratificar o Acordo de Paris, compromisso internacional para reduzir emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, frear o aquecimento global. O presidente Michel Temer assinou a confirmação do tratado nesta segunda-feira, durante um evento em Brasília. Com isso, o governo se compromente, oficialmente, a cortar as emissões do país em 37% até 2025, e em 43% até 2030, tendo como base o ano de 2005.
O tratado foi assinado primeiramente pela ex-presidente Dilma Rousseff, em abril, em Nova York, nos EUA. Em seguida, o texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em julho, e pelo Senado Federal, em agosto, antes de ser sancionado por Temer nesta segunda-feira. Os planos são implementar as condições para atingir as metas do acordo em 2017, mas só em novembro deste ano será publicado o rascunho do documento com as medidas práticas que o Brasil vai adotar para cumprir as metas.
- O processo apenas se inicia com a ratificação. Queremos que isso seja verdadeiramente nacional. Teremos um primeiro rascunho dessa estratégia para ser publicado em novembro para iniciar o debate com a sociedade - afirmou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Everton Frask.
Os objetivos de redução de emissões propostos pelo Brasil foram revelados dois meses antes da Conferência do Clima de Paris (COP 21), que aconteceu em dezembro do ano passado, na capital francesa. Além dos cortes no volume de gases-estufa que lança anualmente na atmosfera, ao ratificar do acordo, o Brasil se compromete a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e zerar o desmatamento ilegal da Amazônia também até 2030.
O Acordo de Paris foi assinado por 197 países durante a COP 21. De acordo com o documento, os governos signatários devem se comprometer com metas de redução de emissões. Entre as economias que aderiram ao tratado, estão potências mundiais como EUA e China, que são os dois principais poluidores do planeta, respondendo por quase 40% dos lançamentos de gases nocivos à atmosfera. Os dois países ratificaram sua participação no tratado no último dia 3 de setembro.
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