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Morte de seis animais em 24 horas no Jardim Botânico é um alerta: pessoas devem evitar contato

13/10/2016

Um surto de infecção tem vitimado macacos-pregos e micos-estrelas da Zona Sul, principalmente no Jardim Botânico. Apenas entre segunda e terça-feira, chegaram ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), da Universidade Estácio de Sá, seis animais mortos e outros cinco contaminados. Segundo o Cras, a principal suspeita é de herpes, provavelmente do tipo simiae, que pode ser fatal para os humanos.
De acordo com o chefe do Cras, o veterinário Jeferson Pires, a doença dificilmente é transmitida pelo ar. Porém, o vírus pode ser contraído por arranhões ou mordidas. Por isso, é fortemente desaconselhado manipular os animais: a herpes é de um tipo mais forte, que nos humanos pode levar à encefalite, inflamação no cérebro que pode levar à morte. “Por enquanto, não tem motivo de preocupação. Mas quem tiver entrado em contato com os animais contaminados deve consultar um médico”, advertiu Jeferson.
Ao encontrar um macaco ou mico morto, a recomendação é entrar em contato imediatamente com a Patrulha Ambiental para remoção, através do número 1746. O Cras também está disponível pelo telefone 99695-9907.
Segundo o veterinário, a suspeita de herpes vem do fato de que todos os animais que chegaram ao Cras apresentaram um quadro neurológico forte. Jeferson afirma que é possível que os animais tenham contraído o vírus de humanos. “Pode ser herpes de pessoas que comem banana e dão para os animais”, comentou.
O Cras e a Fundação Parque Jardim Botânico monitoram os animais. O Ibama também acompanha o caso. “A orientação do instituto é para não tocar nos animais com sintomas da doença. Para resgatar micos ou macacos doentes ou mortos, a população deve entrar em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, comunicou o órgão, por nota.
Na Praça Pio XI, no Jardim Botânico, os moradores se surpreenderam ao encontrar dois primatas mortos. O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico (AMAJB), Mauro Pacanowski, afirmou que, de início, eles acreditavam se tratar de envenenamento. “É um absurdo. Todos os moradores estão muito chocados”, disse.
A praça tradicionalmente abriga uma comemoração do Dia das Crianças, com troca de livros. Segundo a Comlurb, o local já foi limpo na manhã de ontem e os garis utilizaram luvas para remover os animais mortos.

A matéria completa pode ser lida em O Dia

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