
20/10/2016
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou nesta sexta-feira de que a previsão para que os resultados dos laudos iniciais dos dez macacos mortos sejam realizadas até o final da próxima semana. As amostras foram recebidas nesta quinta-feira.
Os animais mortos eram oito macacos-pregos, único primata nativo do Rio a sobreviver à expansão da cidade e considerado quase ameaçado de extinção, e dois saguis (os populares micos), uma espécie híbrida introduzida por aqui, que se formou a partir de animais da caatinga e do cerrado.
— Os animais doentes apresentam dificuldade de locomoção e olhos fixos, levando as pessoas a acreditarem primeiro em envenenamento. Mas trata-se de um quadro viral — afirma Jeferson, dizendo que os bichos podem ter ficado doentes no contato com humanos. — Cerca de 80% da população têm herpes. E os macacos são extremamente sensíveis à doença. As pessoas, às vezes, comem um alimento e jogam o resto para eles. Isso pode contaminar o animal.
Fonte: O Globo
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