
27/10/2016
Encalhados na Ilha da Pombeba, sobre as águas turvas da Baía de Guanabara, milhares de pneus revelam o tamanho da degradação e do descaso que, historicamente, assombram um dos principais cartões-postais do Rio. Localizada perto do Caju e da recém-revitalizada Zona Portuária, a ilha acumula pneus de diversos calibres, usados tanto em bicicletas quanto em carros e até caminhões, descartados irregularmente no mar. Para ambientalistas, o cenário desolador é resultado de anos de omissão do poder público.
— Há aí um crime ambiental, uma vergonha, mas não é muito diferente de outras áreas da Baía de Guanabara. A população não é nada cuidadosa com o meio ambiente, mas compete ao poder público impedir que essa lixarada chegue à Baía. Não sei informar qual é a origem exata disso, se houve um algum derrame ou se os pneus foram se acumulando ao longo do tempo. O mais provável é que eles sejam oriundos do Canal do Fundão — opina Paulo Cesar Rosman, professor de Engenharia Costeira e Oceanográfica da Coppe/UFRJ.
Um único pneu leva cerca de 600 anos para se decompor completamente. Descartado irregularmente, torna-se um vilão do meio ambiente e da saúde pública. Exposto às chuvas, contribui, por exemplo, para o assoreamento dos rios e para a proliferação de mosquitos, como o Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chicungunha e zika.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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