UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Relatório mostra que planeta perdeu 58% da vida selvagem em 40 anos

27/10/2016

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização ambientalista World Wild Fund for Nature (WWF) mostra que as populações globais de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58% entre 1970 e 2012. Os dados foram compilados do monitoramento de 14.152 populações, de 3.706 espécies de vertebrados, que mostram uma tendência persistente de queda. Se o ritmo de devastação se mantiver, a perda da vida selvagem pode alcançar 67% no período de 50 anos que se encerra em 2020.
— A vida selvagem está desaparecendo dentro da nossa geração a uma taxa sem precedentes — disse Marco Lambertini, diretor geral da WWF Internacional. — Isso não é apenas sobre as espécies maravilhosas que amamos; a biodiversidade forma a fundação de florestas, rios e oceanos saudáveis. Tirando essas espécies, esses ecossistemas entram em colapso, junto com o ar limpo, a água, comida e serviços climáticos que eles nos fornecem. Nós temos as ferramentas para consertar esse problema, e nós precisamos usá-las agora se quisermos preservar o planeta vivo para nossa própria sobrevivência e prosperidade.
O relatório “Living Planet indica que a situação é mais preocupante para as espécies que vivem em habitat de água doce. Na média, as populações monitoradas desses sistemas diminuíram 81% no período. As espécies terrestres tiveram perdas de 38% e, as marinhas, declínio de 36%.
A principal ameaça é a degradação do habitat onde essas espécies vivem, seja pela remoção completa ou pela fragmentação ou redução da qualidade. Outros problemas enfrentados pela vida selvagem são o excesso de exploração, poluição, avanço de espécies invasoras e doenças e as mudanças climáticas. Todas estão diretamente relacionadas com atividades humanas.
Segundo Pascal Canfin, diretor-geral da WWF França, até o momento as mudanças climáticas tiveram impacto “relativamente marginal” na devastação das espécies animais, porque o aquecimento médio do planeta ainda está em 1 grau Celsius em relação aos períodos pré-industriais. Mas se os esforços acordados em Paris no ano passado forem em vão, o aquecimento global se tornará uma séria ameaça, não apenas para a vida selvagem como para a Humanidade.
A perda da vida selvagem é mais uma evidência de que o planeta está entrando numa nova era, com a Terra sendo moldada pelo avanço da Humanidade. Pesquisadores já estão chamando esse período de Antropoceno, e alertam para o risco de uma sexta extinção em massa, dessa vez provocada pelo homem. Segundo o relatório, a produção de alimentos para atender à demanda complexa de uma população humana crescente é a principal causa da destruição de habitats e exploração excessiva das espécies. Hoje, a agricultura ocupa cerca de um terço de todas as terras do planeta, e usa cerca de 70% da água consumida.

A matéria pode ser lida em O Globo

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...