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Polo Norte está quase 7ºC mais quente; Sibéria esfria ainda mais

22/11/2016

Contemple com atenção a figura acima. Como ocorre ao olharmos fixamente o Sol, essa imagem -em especial a enorme mancha vermelha sobre o oceano Ártico- deveria perdurar em nossas retinas mesmo quando fechamos os olhos.
O mapa baixado neste domingo (20) da Universidade do Maine (EUA) retrata em cores fortes que algo estranho ocorre neste exato momento com o clima da Terra. O Ártico, região conhecida como polo Norte, enfrenta temperaturas muito mais altas do que o normal nesta época do ano.
A escala representa o grau de anomalia das temperaturas medidas em relação à média dos anos 1979-2000. As cores quentes, do amarelo ao vermelho, indicam quanto elas se acham acima dessa linha de base; as frias, do azul ao lilás, quanto elas ficam abaixo do padrão.
Segundo a página da Universidade do Maine, o planeta como um todo está, na média, 0,39ºC acima do que se observava naquele período de 21 anos. A região tropical, onde fica o Brasil, 0,30ºC mais quente. E o Ártico, pasme, 6,73ºC acima do normal.
O inverno ártico já começou, e o sol deixou de se erguer no horizonte. Em meio à escuridão, as águas do oceano -não há um continente no polo Norte, como a Antártida no polo Sul- se resfriam e se solidificam, expandindo a calota de gelo boreal.
Esse recongelamento está acontecendo em velocidade menor que o usual para esta época do ano. Claro que tem de acontecer exatamente isso quando tudo por ali está mais quente que o normal.
Outra consequência óbvia é a diminuição da espessura do gelo formado. Este, por sua vez, derreterá mais depressa quando chegar o próximo verão ártico, em meados de 2017.
No auge do último verão, ali pela metade de setembro, a calota polar do norte se reduziu bem mais que a média apurada nas três décadas entre 1981 e 2010, como se pode ver nesta outra figura.
A linha cheia em cinza escuro resume os dados médios da extensão do gelo, em milhões de quilômetros quadrados, entre os anos 1981 e 2010, período tomado como período de referência. A tracejada em verde mostra o que aconteceu em 2012, ano do recorde de diminuição da calota.

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