
29/11/2016
O que é a biodiversidade do solo e qual o impacto na sociedade? Quais as principais ameaças à biodiversidade do solo? O que podemos fazer para preservá-la? Essas são algumas das questões abordadas pelo Atlas Global da Biodiversidade do Solo - uma publicação especial que acaba de ser lançada e tem movimentado o meio acadêmico e interessados nos assuntos relacionados à biodiversidade do solo.
O Atlas Global da Biodiversidade do Solo (Global Soil Biodiversity Atlas) é uma publicação do Centro de Pesquisa da Comissão Europeia em colaboração com a Iniciativa Global de Biodiversidade do Solo (Global Soil Biodiversity Initiative).
Entre as instituições parcerias da publicação, que reúne universidades e centros de pesquisa renomados internacionalmente, o nome e a logomarca da Universidade Federal de Lavras (UFLA) é a única representante brasileira, tendo a professora Fatima Moreira, do Departamento de Ciência do Solo (DCS/UFLA), Bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A do CNPq, como membro do comitê editorial.
A professora também é a única representante brasileira no grupo seleto de cientistas de diversos países que compõem o Comitê Diretor da Global Soil Biodiversity Assessment (GSBA), da Global Soil Biodiversity Initiative.
O lançamento foi realizado durante a 2ª Assembleia do Programa ambiental da Organização das Nações Unidas (Unea/ONU), em Nairobi, no dia 25 de maio.
É uma publicação global, construída de forma coletiva e editorada por cientistas de 24 instituições, entre elas a UFLA. Trata-se de um passo crucial e um esforço coordenado para avaliar a vida no solo, a necessidade de melhorar a conservação do solo e a diversidade da vida dentro dele.
De acordo com a professora Fatima Moreira, a publicação é uma das estratégias para ampliar a discussão sobre a perda de biodiversidade e a degradação de ecossistemas, ao mesmo tempo em que pretende amparar o desenvolvimento e a produção sustentável de alimentos. Para ela, a relevância da publicação está justamente no assunto, que tem ganhado destaque nos últimos anos, em virtude da necessidade de haver mais estudos sobre a biodiversidade nos solos, já que se estima que apenas 1% das espécies de micro-organismos do solo foram identificada e relativamente pouco se sabe ainda sobre aspectos funcionais de todos os grupos sejam eles microscópicos ou macroscópicos, incluindo aspectos ecológicos.
Saiba mais no site do CNPq
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