
29/11/2016
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Brasília (UnB) e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) encontraram substâncias tóxicas na Lagoa do Saibro, importante área de recarga do Aquífero Guarani, em Ribeirão Preto (SP).
Apesar de o estudo não apontar se os contaminantes já atingiram a maior reserva de água doce da América do Sul, o resultado alerta para o risco de que isso aconteça no futuro, uma vez que os produtos podem penetrar no solo.
Além disso, a pesquisa destaca que a contaminação está diretamente relacionada ao descarte inadequado de lixo na lagoa, como produtos eletrônicos, computadores, televisores, fiação elétrica, pilhas e até material hospitalar.
O pesquisador e docente do curso de química da USP Daniel Junqueira Dorta explicou que, a partir da coleta de materiais sedimentados no fundo do lago, foi possível identificar a presença de compostos químicos chamados “éteres difenílicos polibromados” (PBDEs).
“A gente encontrou substâncias que são utilizadas pela indústria para evitar que os bens de consumo peguem fogo. Uma vez jogados no ambiente, essas substâncias vão se soltar desse produto, seja ele têxtil ou eletrônico, e acabar contaminando a lagoa”, afirmou.
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