UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Secas e desmatamento podem levar à savanização da Amazônia

08/12/2016

Nos últimos 60 anos, o desmatamento atingiu cerca de 20% da floresta Amazônica e a temperatura na região subiu 1ºC. Se a temperatura aumentar 4ºC e o desmatamento atingir o patamar de 40%, há risco de savanização no Sul e no Leste da Amazônia. Isso significa que a floresta tropical vista hoje poderá dar lugar a uma paisagem próxima à das savanas africanas, de campo ralo, árvores esparsas e menos folhas.
A previsão faz parte do estudo “Riscos de uso da terra e mudança climática na Amazônia e a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”, assinado por especialistas dos principais centros brasileiros de pesquisas espaciais, estudos climáticos e de monitoramento e alerta de desastres naturais — Inpe, CPTEC e Cemaden —, além de universidades. O estudo será apresentado nesta terça-feira no Simpósio Amazônia Sustentável, em Belém.
Nos últimos 15 anos, a região registrou três períodos de seca acentuada. Quando o primeiro deles ocorreu, em 2005, foi considerado o mais grave em 100 anos. Cinco anos depois, em 2010, a seca foi ainda pior e pesquisas mostraram que as chuvas diminuíram numa área de 3 milhões de km² da floresta, 57% maior do que a afetada em 2005. Em 2015, a seca se repetiu.
— Um dos principais efeitos das secas é a elevação da mortalidade de árvores grandes, as quais estocam maiores quantidades de carbono e que têm o maior efeito na regulação do clima. Conforme essas árvores morrem e o clima fica mais seco, os incêndios florestais tendem a ser muito mais intensos — afirma Paulo Brando, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), acrescentando que a seca pode também reduzir a taxa de crescimento de árvores.
Na avaliação dos cientistas, o avanço da agricultura e da pecuária na região tem sido de baixa produtividade e insustentável. Numa área desmatada de 750 mil km², a Amazônia responde por 14,5% do PIB agrícola nacional. São Paulo, que usa uma área de 193.000 km², responde por 11,3%. Uma das explicações está no solo mais arenoso da região Amazônica.
Gilvan Sampaio, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que o efeito estufa (aumento de gases na atmosfera) eleva as temperaturas na região tropical, a mais quente do planeta. A temperatura mais alta, por sua vez, muda o padrão das chuvas. Chove menos e em menos tempo, causando degradação do solo.
Desde 1979, a estação seca no sul da Amazônia tem sido incrementada em seis dias e meio por década, principalmente devido ao início tardio da estação, acompanhado por um período prolongado de queimadas.

A matéria pode ser lida em O Globo

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...