UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Poluição causou mancha verde no Lago Paranoá, em Brasília

10/01/2017

A poluição e o excesso de substâncias como o fósforo foram a causa para a mancha verde formada em novembro no Lago Paranoá, no Distrito Federal. É o que aponta o relatório da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) apresentado nesta quinta-feira (22) sobre a proliferação das cianobactérias, algas que causaram a interdição da área que vai da Ponte das Garças até a Ponte Honestino Guimarães.
De acordo com o relatório, a elevação da quantidade de esgoto no lago se deu principalmente porque as primeiras chuvas levaram grande quantidade de sujeira concentrada na cidade para o leito do Paranoá. Outro problema apontado foi a quantidade de ligações clandestinas de esgoto que despejam sujeira direto no lago.
Para minimizar o problema o documento sugere a manutenção sistemática das galerias pluviais e a correção de ligações clandestinas de esgoto. As recomendações são feitas à Adasa, à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
Mas, mesmo com as medidas, o problema deve continuar nos próximos anos. "Qualquer solução que pensarmos será a longo prazo, para tratar a bacia como um todo. No ano que vem, as condições vão ser as mesmas, o fenômeno deve se repetir, mas esperamos que no futuro possamos superar esse problema", disse o presidente da Adasa, Paulo Salles.
A presidente do Ibram, Jane Vilas Boas, disse que a quantidade de ocupações irregulares ao longo do córrego Riacho Fundo ajudou a agravar o problema. Esse é um dos principais afluentes do lago. "Ele passa por Vicente Pires, Vila Cauhy, Setor Bernardo Sayão. Todas essas regiões têm ocupações irregulares", afirmou.
Segundo o GDF, uma força-tarefa será montada para recuperar a bacia do córrego Riacho Fundo. Os trabalhos incluem a atuação da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) no combate às ocupações irregulares. O controle das invasões é uma das prioridades do governador Rodrigo Rollemberg. Mas a ação enfrenta resistência dos moradores.
As amostras de água recolhidas também identificaram acúmulo extra de matéria orgânica principalmente em galerias de águas pluviais, que deveriam servir apenas para escoamento da água da chuva no Lago. Ou seja, de acordo com os órgãos responsáveis, o brasiliense está jogando lixo em bueiros de escoamento das chuvas e esgoto nas galerias pluviais, o que é inadequado.

Leia mais no G1

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...