
19/01/2017
O cenário é de abandono. Basta caminhar pela passarela que liga a estação do metrô ao estádio do Maracanã para ver a cratera aberta durante as obras de desvio do Rio Joana, compromisso olímpico que, passados cinco meses do término dos Jogos, ainda não ficou pronto. Com as obras paradas há meses, lixo e água se acumulam no canteiro, instalado na Praça Emílio Garrastazu Médici, trazendo riscos à saúde da população.
Ontem, a secretaria municipal de Saúde divulgou o mais recente Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRA), realizado entre os dias 1º e 7 deste mês. O Rio alcançou a menor taxa de infestação predial desde que o indicador começou a ser acompanhado, em 2009. Foram encontrados focos do inseto em 0,97% dos imóveis visitados, número abaixo do limite considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%.
No entanto, em algumas regiões da cidade, a situação preocupa mais. Taxas acima de 4% de infestação são consideradas de alto risco pela OMS. Das 251 regiões pesquisadas, cinco bairros da Zona Norte têm áreas que ultrapassam esse limite: Madureira e Oswaldo Cruz (4,1%), Cascadura (4,2%), Anchieta (4,2%), Vila Cruzeiro (5,3%) e Cavalcanti (5,4%).
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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