
07/02/2017
A empresa Tepco, que opera a central nuclear de Fukushima, anunciou que registrou um nível recorde de radiação no local e um buraco em uma parte de metal do sarcófago do reator número 2.
Uma pequena câmera foi colocada em janeiro nesta unidade e a análise das imagens feitas dentro do local permitiu a dedução de que, em uma parte do sarcófago, “a radiação pode alcançar 530 sieverts por hora”. Um homem exposto a uma radioatividade deste nível morreria praticamente na hora.
— Há uma margem de erro, então o nível pode ser 30% inferior, mas continua sendo elevado — confirmou à agência AFP o porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco), Tatsuhiro Yamagishi.
O registro anterior, de 2012, em outro ponto do reator 2, era, segundo a Tepco, de 73 sieverts. A nova leitura foi descrita por especialistas do setor como "inimaginável".
Uma única dose de um sievert é suficiente para causar doenças de radiação e náuseas. Cinco sieverts matariam a metade daquelas expostas a ele dentro de um mês, e uma única dose de 10 sieverts seria fatal em poucas semanas.
— O nível extremamente elevado de radiação medido no local, se for exato, pode indicar que o combustível não está longe e que não está coberto por água — afirmou ao canal público NHK Hiroshi Miyano, professor da Universidade Hosei, que preside uma comissão de estudos para o desmantelamento da central nuclear devastada.
A matéria pode ser lida em O Globo
Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana
11/08/2026
Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária
11/08/2026
Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília
11/08/2026
Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia
11/08/2026
Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida
11/08/2026
Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível
11/08/2026
