
14/02/2017
Cientistas no Reino Unido detectaram "níveis extraordinários" de poluição provocados pela atividade humana em duas das fossas oceânicas mais profundas do planeta, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (13) pela revista "Nature".
A pesquisa, desenvolvida pela Universidade de Aberdeen, na Escócia, sugere que os altíssimos registros de poluição encontrados em duas depressões marinhas, que estão localizadas a mais de 10 mil metros de profundidade e afastadas de áreas industriais, demonstram que a poluição antropogênica na superfície pode chegar até os cantos mais remotos do mundo.
"Os níveis de poluição eram consideravelmente mais altos que os medidos em regiões próximas a zonas fortemente industrializadas, o que coloca a existência de uma bioacumulação de poluição antropogênica e aponta que estes poluentes são onipresentes nos oceanos do mundo e em suas profundezas", explica a equipe de pesquisa, liderado pelo especialista Alan Jamieson.
Para seu estudo, foram analisadas amostras de crustáceos recolhidas pelo submarino "Deep-sea Landers" na fossa das Marianas e das Kermadec, situadas no oceano Pacífico norte e sul, respectivamente, e separadas entre elas por cerca de 7 mil quilômetros de distância.
Os crustáceos capturados nas Kermadec e nas Marianas, em profundezas de entre 7.227 e 10 mil metros e 7.841 e 10.250 metros, respectivamente, tinham níveis de poluição similares ou superiores aos presentes na baía de Suruga, uma das zonas do noroeste do Pacífico mais castigadas por a poluição industrial.
A matéria pode ser lida no G1
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