
16/02/2017
Soltaram os bichos! Para o deleite de uns e pavor de outros, são cada vez mais frequentes os chamados para captura de animais silvestres em áreas urbanas da cidade. No ano passado, foram feitos 908 resgates pela Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal — a maioria na Região Oceânica. O número é 64% maior do que o de 2015, quando foram realizados 553 recolhimentos. Duas teses podem explicar esse aumento: o avanço da cidade sobre antigas áreas verdes habitadas pelos animais ou o maior acionamento, pela população, dos agentes municipais.
De qualquer maneira, sendo o contato mais frequente ou não, o número de resgates é invejável na cidade. Para se ter uma ideia, na capital, cujo território é cerca de dez vezes maior do que Niterói, foram 1.934 animais recolhidos ano passado, pouco mais do que o dobro do total capturado pelos guardas niteroienses.
Como as áreas verdes protegidas representam 40% do território de Niterói, é de se esperar que os habitantes selvagens dessas áreas mostrem as caras para além das matas, diz Sávio Freire, professor de Zoologia e Medicina de Animais Silvestres da UFF.
— Quando é um caso repetitivo, é preciso criar artifícios que restrinjam a entrada deles nas residências, como o uso de telas em janela. E principalmente organizar a questão do lixo, da disponibilidade de alimentos para essas espécies. O lixo atrai roedores, e os roedores atraem os répteis, as serpentes — explica.
A matéria na íntegra pode ser lida em Globo
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