
23/02/2017
Cerca de 80% das lagoas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, transformaram-se em ilhas de lama e lixo, com um assoreamento acentuado e preocupante. Do alto é possível ver vários pontos em que a água foi desaparecendo, dando lugar a montes de areia. O biólogo Mário Moscatelli afirma que os rios que chegam ao complexo perderam a sua função e hoje são parte da rede de esgoto.
A poluição pode atrapalhar a viabilização do projeto do secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, de ligar o Condomínio Península à estação do metrô Jardim Oceânico por meio de balsas. Na última sexta, a prefeitura publicou no Diário Oficial o início do processo para implantação, operação e manutenção do transporte aquaviário na Barra.
As empresas interessadas deverão, entre outras tarefas, apresentar um projeto de engenharia com a avaliação das condições topográficas, marítimas, geográficas e geológicas. Os candidatos deverão apresentar um estudo ambiental apontando se há algum fator ambiental impeditivo ou que exija um processo de licenciamento capaz de impactar o cronograma da obra.
A publicação saiu um dia após fotografias aéreas mostrarem a situação crítica das lagoas. Na última quinta-feira, Moscatelli sobrevoou a região e observou a mancha que toma conta da água e já atinge a praia da Barra. A iniciativa do serviço de balsas o deixa esperançoso, já que o sistema seria mais um motivo para a despoluição.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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