
14/03/2017
Nas últimas semanas, 25 macacos foram encontrados mortos em São José do Rio Preto, em São Paulo. Há suspeitas de que os animais tenham sido mortos por moradores preocupados com a febre amarela. Quinze dos 25 macacos foram encontrados com marcas de pedradas e pauladas, quatro estava atados a cordas e um foi carbonizado. Há também relatos de ataques a esses animais em outras cidades do país.
Mas afinal, matar macacos ajuda a reduzir a incidência de febre amarela em humanos? Não. Os macacos não são responsáveis pela transmissão da doença. A febre amarela é uma doença transmitida por mosquitos.
Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem.
Segundo o Ministério da Saúde, o macaco é importante para as pesquisas e o combate à febre amarela porque ele serve como indicador da presença do vírus em determinada região. Se os animais são mortos por humanos, a investigação sobre a existência da doença fica prejudicada.
Vale lembrar também que matar animais é considerado crime ambiental pelo Art. 29 da Lei n° 9.605/98.
Fonte: O Globo
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