
21/03/2017
A Secretaria estadual de Saúde do Rio confirmou, nesta quarta-feira, os dois primeiros casos de febre amarela no estado, entre eles a primeira morte. As ocorrências foram registradas em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea, em dois homens sem histórico de viagens para regiões com circulação comprovada do vírus que transmite a doença. Atualmente, o estado registra 36 casos suspeitos da doença.
O pedreiro Watila Santos, de 38 anos, que morreu poucas horas após dar entrada, no fim de semana, no Hospital Municipal Ângela Maria Simões Menezes, em Casimiro de Abreu, estava com a doença, de acordo com o laudo divulgado nesta quarta-feira. Sobre o caso ainda não há detalhes.
Watila Santos morava com a família, composta por cerca de 30 pessoas, incluindo crianças, num terreno na localidade conhecida como Córrego da Luz. As sete casas do local são pobres, num chão de terra batida. A região, dizem os moradores, é infestada de mosquitos. A prefeitura garante que agentes fizeram no local uma nova varredura com larvicida na segunda-feira para eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chincungunha, zika e febre amarela.
A cunhada Camila Oliveira da Silva, de 27 anos, conta que Watila procurou ajuda três vezes na última semana. Segundo ela, ele deu entrada na terça-feira com falta de ar, mas os médicos disseram que era sinusite. Na quinta-feira, ele voltou a passar mal, também com falta de ar, mas o mandaram de volta para casa, dizendo que era uma virose.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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