
30/03/2017
A revogação do Plano de Energia Limpa nos Estados Unidos, pelo presidente americano, Donald Trump, não vai mudar o curso de políticas internacionais de contenção às mudanças climáticas, indicaram líderes da União Europeia e China. Em declarações algumas horas após a assinatura da ordem executiva por Trump, representantes destes importantes signatários do Acordo de Paris — ratificado por 141 países — defenderam a continuidade do tratado, considerado um marco na mobilização mundial pelo meio ambiente.
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang disse, nesta quarta-feira, que conter as mudanças climáticas é um "desafio encarado por todos os seres humanos" e que Pequim está comprometido a cumprir suas metas determinadas pelo acordo.
A China é o maior emissor mundial de poluentes relacionados ao aquecimento global, mas vem se destacando como uma das principais lideranças no esforço de conter as emissões de poluentes. O país se comprometeu a limitar o uso de carvão e a reduzir a produção de dióxido de carbono a cada unidade de produção industrial.
Já Miguel Árias Cañete, comissionário para Ações Climáticas da União Europeia, lamentou a decisão de Trump.
"Nós lamentamos que os Estados Unidos estejam recuando do pilar principal de sua política climática. Agora, resta esperar para ver como o país planeja cumprir seus compromissos no Acordo de Paris", afirmou Cañete.
"A liderança continuada da União Europeia, da China e de outras grandes economias é agora mais importante do que nunca. Nós vamos ficar de pé por Paris, vamos defender Paris, e vamos implementar Paris", completou.
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