
30/03/2017
O preço do marfim, vendido ilegalmente no mercado chinês, baixou mais de 60%, e a demanda no comércio legal da China também está caindo, segundo estudo publicado nesta quarta-feira pela organização Save the Elephants.
Em 2014, o preço mais alto do quilo do marfim bruto vendido na China alcançou US$ 2.100 (cerca de R$ 6580). Hoje, este valor é de US$ 730 (R$ 2280), revelaram Lucy Vigne e Esmond Martin, especialistas no comércio de marfim da Save the Elephants.
"É uma boa notícia, mas a caça furtiva continua", disse Martin em uma coletiva de imprensa em Nairobi.
A China, o principal consumidor mundial de marfim de contrabando, é também apontada como responsável importante pela caça furtiva de elefantes na África na última década.
O continente africano conta somente com 415 mil elefantes, 111 mil a menos do que na década anterior, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). E, a cada ano, mata-se mais 30 mil elefantes.
O marfim é muito buscado na China, onde os objetos talhados são muito apreciados por colecionadores.
A quantidade de marfim disponível nas lojas, autorizadas legalmente a vender na China, e seu preço, também diminuíram, o que reflete uma queda no primeiro mercado mundial do material.
A diminuição do crescimento econômico chinês, a luta contra a corrupação e a tomada de consciência das consequências devastadoras da caça furtiva são as causas principais desta redução, segundo os investigadores.
Até agora, "poucos chineses relacionavam os produtos de marfim com a morte dos elefantes", mas campanhas favoreceram a uma tomada de consciência, observou Iain Douglas-Hamilton, fundador da Save the Elephants.
A China anunciou, no final de dezembro, que a venda e o processamento de objetos em marfim se tornará completamente proibida no final de 2017.
Fonte: O Globo
Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana
11/08/2026
Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária
11/08/2026
Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília
11/08/2026
Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia
11/08/2026
Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida
11/08/2026
Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível
11/08/2026
