
04/04/2017
A amendoeira inclinada sobre o mar num dos cantos da Praia da Bica exibe um triste retrato de como estão sujas as águas da Baía da Guanabara. São tantos objetos trazidos pela maré e pelo vento pendurados nos galhos mais baixos que lembram até uma indesejável árvore de Natal ou um varal de lixo. Para piorar o cenário, a coleta de resíduos deixa a desejar nos trechos de acesso mais difícil. O trator conhecido como tatuí não passa pelas pedras e no final da faixa de areia, onde há tanto lixo acumulado que ofusca parcialmente a bela paisagem carioca que pode ser vista dali.
Frequentadores dizem que a sujeira é permanente e que a limpeza regular não visita as extremidades da praia. Na última segunda-feira, toda a extensão da faixa de areia exibia o retrato do descaso, guardando objetos dos mais estranhos ao cenário, trazidos pelas marés devido às chuvas do último domingo. O pior trecho é o final da faixa de areia junto às pedras. Ali, à esquerda de quem está de frente para o mar, sacolas plásticas cobrem o chão, há garrafas, e o teto de um carro boiava à beira-mar. Uma boneca de plástico presa às pedras com os braços para o alto parecia pedir socorro.
A publicitária Lais Oliveira caminha na orla e diz que a sujeira afasta frequentadores dali:
— Eu evito ir até os cantos devido ao abandono. Tem sempre garrafa, roupas. No meio é limpo.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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