
06/04/2017
Após competir com os estudantes de pós-graduação de diversos cursos da University of Florida (UF), a bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF) de doutorado pleno no exterior, Vanessa Dias, foi premiada com o Emerging STEM Scholar Award. Trata-se do prêmio de maior prestígio para jovens cientistas na área de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemáticas – na sigla em inglês) da instituição.
A premiação aconteceu no dia 1º de março, como parte das comemorações do Mês da História das mulheres na instituição. A Association for Academic Women (AAW) organiza todos os detalhes do prêmio que avalia não apenas as conquistas e o potencial de transformação e impacto da candidata na sua área de estudo, mas o papel de liderança desempenhado pela concorrente. “Acredito que a minha produção científica, os prêmios que recebi nos últimos anos e o meu papel de liderança na comunidade científica brasileira no exterior contaram muito para o recebimento do Emerging STEM Scholar Award”, afirma Vanessa.
A estudante brasileira se diz honrada com a premiação. “Fiquei muito feliz em poder representar uma minoria e divulgar o potencial brasileiro na University of Florida, uma das melhores universidades públicas dos Estados Unidos. O programa Ciência sem Fronteiras conta com a participação de muitos bolsistas de doutorado na UF e receber um prêmio como este significa muito não apenas para mim, mas para todo o programa do CsF na universidade. Além disso, poder ser reconhecida como uma mulher de sucesso na área de STEM é extremamente gratificante. Sabemos do grande viés masculino dentro da área e ser escolhida como uma representante a nível de universidade é uma grande responsabilidade”, ressalta.
A pesquisa de Vanessa visa ao melhoramento de uma técnica de controle de insetos pragas chamada Técnica do Inseto Estéril (TIE), uma estratégia de controle ambientalmente segura. “A técnica consiste na liberação de machos estéreis nos pomares para que a população do inseto alvo seja reduzida por meio do acasalamento entre o macho estéril e a fêmea selvagem. A esterilização dos machos usados na TIE se dá pelo uso de radiação ionizante (raio X e raios gama, por exemplo), procedimento que resulta em efeitos colaterais nos insetos tratados de forma análoga a pacientes de câncer que sofrem com os efeitos negativos de uma radioterapia. Nas moscas usadas no meu estudo, a radiação ionizante afeta, por exemplo, a produção de feromônio sexual e a frequência do som emitido durante o comportamento de corte desses insetos.
A matéria pode ser lida no site da Capes
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