
18/04/2017
O tratamento de águas residuais é crucial para proteger a saúde e o ambiente e também para fazer frente à escassez do líquido, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (22) pela ONU por ocasião do Dia Mundial da Água.
"As águas residuais representam um recurso muito valioso, devido à disponibilidade limitada de água doce no mundo e à demanda em alta", afirma Guy Rider, responsável da ONU-Água, por ocasião do Dia Mundial da Água.
Durante décadas, a humanidade consumiu água a um ritmo mais rápido que sua produção natural, contribuindo em algumas regiões para a fome, as doenças, a migração e até os conflitos.
Se não houver uma mudança de atitude, a ONU prevê que em 2030 a demanda mundial será superior em 40% às provisões naturais.
Dois terços da humanidade vivem em zonas onde a escassez de água é patente por ao menos um mês do ano. A metade delas vivem na China e na Índia.
Mais de 800.000 pessoas morrem todos os anos pelo consumo de água contaminada ou porque não podem lavar as mãos devidamente.
As doenças relacionadas à água matam 3,5 milhões de pessoas anualmente na América Latina, África e Ásia, um dado superior à soma das mortes por Aids e acidentes de carro.
E o aquecimento global, que agrava a seca, prosseguirá, mesmo nos melhores cenários.
"Há uma necessidade absoluta de aumentar a segurança hídrica para superar os desafios representados pelas mudanças climáticas e pela influência do homem", disse Benedito Braga, diretor do Conselho Mundial da Água, que reúne governos, associações e centros de investigação.
A matéria pode ser lida na Folha de S. Paulo
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