
20/04/2017
Brian não tinha completado 1 ano, em setembro do ano passado, quando pegou tuberculose e meningite, que evoluíram para hidrocefalia. Foram três cirurgias e 11 dias em coma. E o caçula de Lucilene Maria do Nascimento se tornou uma criança especial, com baixa imunidade e deficiências de audição, visão e locomoção. Apesar do quadro, continua vivendo com a mãe e quatro irmãos em condições precárias no mesmo barraco, erguido num terreno da Via Light, em Rio das Pedras. Nesse trecho da comunidade, os casebres de madeira são colados uns aos outros para se manterem de pé. E os moradores convivem com cobras, ratos e lacraias. E tudo isso é só parte das enormes dificuldades enfrentadas por quem reside na favela que o prefeito Marcelo Crivella promete urbanizar.
Ocupada a partir da década de 1970, principalmente em função da migração de nordestinos, Rio das Pedras cresceu de forma anárquica e sem infraestrutura. Oficialmente, segundo estimativas do município, hoje já são 80 mil habitantes, mais do que a população de cidades como Três Rios e Paraty. Mas, pelas contas da associação de moradores, esse número pode chegar a 144 mil pessoas, espalhadas por 40 mil domicílios amontoados numa vasta área colada à Barra.
É uma favela de contrastes. Ao longo de anos, o poder público fechou os olhos não só para quem vive nos barracos paupérrimos da Via Light.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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