
02/05/2017
Para quem conhece bem a paisagem de Manguinhos e a intensa densidade demográfica do bairro, é difícil imaginar a existência de um espaço destinado à criação de borboletas. Mas ele não só existe como fica às margens da movimentada Avenida Brasil. Depois de quase três anos fechado, o Borboletário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), único do gênero na cidade, reabriu na manhã desta quinta-feira e tem visitação gratuita. Com 84 metros quadrados, a área reproduz o habitat natural do inseto e abriga quatro espécies americanas: olho-de-coruja, ponto-de-laranja, borboleta brancão e Julia.
O borboletário faz parte do circuito de visitação do Museu da Vida, que tem ainda equipamentos como o Parque da Ciência, Ciência em Cena e Espaço Biodiversidade, além do Pavilhão Mourisco, o castelinho de arquitetura árabe que abriga a sede da Fiocruz. A organização espera atrair 3.500 visitantes por mês durante o primeiro trimestre de funcionamento.
Coordenador do Circuito de Visitação do Museu da Vida, Alessandro Batista reforça que o espaço proporciona uma rara oportunidade de interação com a natureza no cotidiano de uma metrópole.
— As pesquisas de divulgação científica feitas no Brasil mostram que a população valoriza os assuntos relativos ao meio ambiente e os relaciona à saúde. Um espaço como o borboletário constrói essa ponte e oferece a possibilidade de encantamento com um dos animais mais belos da natureza — afirma.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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