
04/05/2017
Depois de caminhar três minutos pelo térreo do BNDES, um vasto paredão repleto de filodendros, planta da família das aráceas, enche os olhos de quem cruza a passagem que liga o Largo da Carioca à Avenida República do Paraguai. O cantinho do jardim, projetado por Roberto Burle Marx (1909-1994) no final dos anos 70, é um oásis em meio ao vaivém nervoso do Centro do Rio.
O cenário inspira o arquiteto e paisagista Gustavo Leivas, de 43 anos:
— Vamos tentar fazer uma foto no meio dos filodendros? Seria uma homenagem ao clássico retrato do Roberto no sítio — sugere ele, enquanto busca a imagem de referência no celular e é prontamente apoiado pela fotógrafa Ana Branco.
Gustavo, que conheceu Roberto apenas por fotos, depoimentos em vídeo e livros, posa ao lado de seus dois sócios, Isabela e Julio Ono, de 42 e 40 anos, respectivamente, que cresceram tendo o mestre do paisagismo brasileiro como um integrante da família. Os dois são filhos do arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono — o mais aplicado discípulo de Burle Marx —, que morreu em janeiro passado, aos 73.
A matéria na íntegra pode ser lida emO Globo
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