
11/05/2017
O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), por meio da Rede Abrolhos, prestigiou as comemorações dos 34 anos de criação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, levando até o sul da Bahia uma exposição sobre os ecossistemas recifais da região. Entre 17 e 21 de abril de 2017, a população da cidade de Caravelas e de vilarejos vizinhos conferiu parte dos resultados das pesquisas desenvolvidas pela Rede no Banco dos Abrolhos. Idealizada pelo pesquisador associado do JBRJ Fernando Moraes, a exposição destaca aspectos da biodiversidade e das formações coralíneas, que foram apresentadas para crianças, jovens e adultos através de mostras de exemplares da fauna e flora marinha, fotografias ampliadas e equipamentos científicos.
A relevância em nível nacional do Banco dos Abrolhos insere esta região nos sítios contemplados no Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As pesquisas realizadas pela Rede Abrolhos contam com o apoio financeiro das principais agências públicas de fomento, além do CNPq, CAPES, FAPERJ e FAPES. A Rede executa, ainda, recursos da ANP/Brasoil por meio de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento. Essa exposição faz parte do planejamento estratégico traçado na segunda fase de execução do PELD Abrolhos (2017-2019). Com isso, contribui-se também para o desenvolvimento de uma consciência ambiental na população em prol do uso sustentável e da conservação dos recursos naturais do maior complexo coralíneo do Atlântico Sul.
"As atividades desenvolvidas em abril de 2017 tiveram a finalidade de envolver a população local e promover uma valorização das iniciativas que visem o cumprimento dos objetivos de criação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, como a geração de conhecimento e educação, o turismo sustentável e a contribuição em manter peixes e outras espécies protegidas, beneficiando inclusive a pesca nas regiões adjacentes à Unidade de Conservação", destacou o analista ambiental do ICMBio Fernando Repinaldo, diretor do PARNAMAR Abrolhos. "Nesse sentido, a geração de conhecimentos é uma das atividades notáveis realizadas na região dos Abrolhos, que abriga a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Contar com a participação da Rede Abrolhos em atividades socioeducativas e culturais realizadas junto à comunidade pesqueira, o público escolar, os moradores e os turistas foi de grande valia para apresentar de forma lúdica e interativa um pouco dos resultados científicos gerados", complementou Repinaldo.
Diversas espécies de algas calcárias, corais, esponjas, crustáceos, moluscos e peixes foram exibidas ao grande público, oportunizando aos cidadãos um contato diferenciado com a vida marinha da região. Todo este material mantido na coleção da Seção de Assistência ao Ensino do Museu Nacional-UFRJ, é emprestado regularmente para professores da rede pública e privada de ensino. Dentre estes exemplares, destacaram-se alguns provenientes do monitoramento marinho dos impactos do despejo de rejeitos de minério da SAMARCO no Rio Doce, que foram coletados em abril de 2016 a bordo do Navio de Pesquisas Soloncy Moura, do Ministério do Meio Ambiente. Corais endêmicos, que são encontrados apenas nesta região, assim como rodolitos, nódulos carbonáticos formados majoritariamente por algas calcárias, puderam ser manuseados pelo público, potencializando a fixação das informações passadas pelos pesquisadores, alunos e técnicos presentes.
Saiba mais no site do CNPq
Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana
11/08/2026
Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária
11/08/2026
Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília
11/08/2026
Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia
11/08/2026
Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida
11/08/2026
Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível
11/08/2026
