
01/06/2017
A Grande Barreira de Coral, o maior recife de corais do mundo, perdeu quase um terço de sua área no último ano, alertou o governo australiano em um comunicado divulgado na segunda-feira.
Análises aéreas e submarinas rastrearam a formação de norte a sul e mostraram que 29% dos corais da superfície morreram em 2016, uma perda maior do que a projetada anteriormente, de 22%.
A principal razão para a acelerada destruição do ecossistema é o progressivo branqueamento dos corais, causado pelas mudanças climáticas.
O processo ocorre quando algas que vivem ali são expulsas devido a alterações extremas e prolongadas na temperatura das águas. Isso torna o coral branco, o que, mais tarde, pode levá-lo à morte se a mudança não for revertida.
O branqueamento dos corais também se estende às áreas mais profundas, mas a dificuldade de acesso pelos mergulhadores impede a avaliação sistemática da mortalidade nesses locais.
A área mais afetada foi próxima a Port Douglas, ao norte, onde 70% dos corais morreram. Enquanto isso, houve uma recuperação dos corais no sul do recife, que não foram afetados pelo branqueamento.
Os últimos resultados vêm de análises coordenadas pelas entidades Marine Park Authority, Serviço de Parques e Vida Selvagem de Queensland, Instituto Australiano de Ciência Marinha e ARC - Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Corais.
Leia mais no G1
Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana
11/08/2026
Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária
11/08/2026
Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília
11/08/2026
Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia
11/08/2026
Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida
11/08/2026
Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível
11/08/2026
